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20 maio 2006

O ratinho, o gato e o galo













        Certa manhã um ratinho saiu do buraco pela primeira vez. Queria conhecer o mundo e travar relações com tanta coisa bonita de que falavam seus amigos.
        Admirou a luz do sol, o verdor das árvores, a correntezas dos ribeirões, a habitação dos homens. E acabou penetrando no quintal duma casa da roça.
        -- Sim, senhor! É muito interessante isto!
        Examinou tudo minuciosamente, farejou a tulha de milho e a estrebaria. Em seguida notou no terreiro um certo animal de belo pêlo que dormia sossegado ao sol. Aproximou-se dele e farejou-o sem receio nenhum.
        Nisto aparece um galo, que bate as asas e canta.
        O ratinho por um triz que não morreu de susto. Arrepiou-se todo e disparou como um raio para a toca. Lá contou à mamãe as aventuras do passeio.
        -- Observei muita coisa interessante—disse ele—mas nada me impressionou tanto como dois animais que vi no terreiro. Um, de pêlo macio e ar bondoso, seduziu-me logo.Devia ser um desses bons amigos da nossa gente, e lamentei que estivesse a dormir, impedindo-me assim de cumprimentá-lo.
        -- O outro... Ai que ainda me bate o coração! O outro era um bicho feroz, de penas amarelas, bico pontudo, crista vermelha e aspecto ameaçador. Bateu as asas barulhentamente, abriu o bico e soltou um có-ri-có-có tamanho que quase caí de costas. Fugi. Fugi com quantas pernas tinha, percebendo que devia ser o famoso gato que tamanha destruição faz no nosso povo.
        A mamãe rata assustou-se e disse:
         -- Como te enganas, meu filho! O bicho e pêlo macio e ar bondoso é que é o terrível gato. O outro, barulhento e espaventado, de olhar feroz e crista rubra, o outro, filhinho, é o galo, uma ave que nunca nos fez mal nenhum. As aparências enganam. Aproveita, pois, a lição e fica sabendo que : Quem vê cara não vê coração.

                LOBATO, Monteiro. Obras completas. Fábulas. Vol. IV.
                Editora Brasiliense, São Paulo. s.d.,p.35.



Texto verbal.
Texto em prosa.
Texto literário.
Modo épico ou narrativo.
Gênero: Fábula.
Foco narrativo; 3ª pessoa.
Moral da história: Quem vê cara, não vê coração. (As aparências enganam.)

Adivinhas

01. Qual o contrário de nuvem?
02. Qual é a palavra de 3 letras que ao tirarmos 2 nomes de mulher sobram ainda 5 letras?
03 .O que pesa mais no mundo?
04. Por que o gato mia para a Lua e ela não responde?
05. Você sabe como se chama elevador lá no Japão?

06.O que é que quando você tem não dá para ninguém e quando dá fica sem?
07. Quando o sapato ri?
08. Por que o pato tem inveja do cavalo?
09. A mãe de Maria tinha cinco filhas: Lalá, Lelé, Lili, Loló e......?
10. O que a mãe do ET disse quando ele voltou para casa?
11. O que o pernilongo tem maior que a girafa?
12
. Qual é o bicho mais chique do mundo?
13. O que a mão esquerda pode pegar que a mão direita não pode?
14. Qual é o cúmulo da vaidade?
15. Por que a plantinha não fala?
16.Por que a roda do trem é de ferro?
17. O que é, o que é ? Todo mundo dá, mas pouca gente aceita?
18. O que a esfera disse ao cubo?
19. Quantos peixes há no mar?
20. Por que o Joãozinho nunca lava o pé esquerdo?
www.divertudo.com.br/adivinhas.htm

Respostas

1.Vestido vai.
2.Ovo.Tiram-se Clara e a Gema e ainda sobra a casca.
3.A balança.
4.Porque “astronomia”.
5.É só apertar o botão.
6.Razão.
7.Quando ele acha graxa.
8. Porque ele tem quatro patas.
9. Maria.
10. Não entre em casa com os pés sujos da Terra.
11. O nome.
12. O porco porque ele vive no chiqueiro.
13. O cotovelo direito.
14.Comer flores para enfeitar os vasos sangüíneos.
15.Porque ela é “mudinha”.
16.Por que se fosse de borracha apagaria a linha.
17. Conselho.
18
.Deixe de ser “quadrado”.
19.O dobro da metade.
20.Porque a mãe dele diz: “Lave o pé direito, menino!”

Texto verbal.
Texto em prosa.
Texto não literário.
Gênero: Adivinhas.

Enigma

Se você conseguir ler as primeiras palavras o cérebro decifrará automaticamente as outras...

3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314.
3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4..

4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0,
45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0,
C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R.
M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!!
S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.

0 R3570 3 F3170 4R314!!

Autor desconhecido.

O velho, o menino e a mulinha

Monteiro Lobato

        O velho chamou o filho e disse:
        -- Vá ao pasto, pegue a bestinha ruana e apronte-se para irmos à cidade, que quero vendê-la.
        O menino foi e trouxe a mula. Passou-lhe a raspadeira, escovou-a e partiram os dois a pé, puxando-a pelo cabresto. Queriam que ela chegasse descansada para melhor impressionar os compradores.
        De repente:
        -- Esta é boa! -- exclamou um viajante ao avistá-los. O animal vazio e o pobre velho a pé! Que despropósito! Será promessa, penitência ou caduquice?...
        E lá se foi, a rir.
        O velho achou que o viajante tinha razão e ordenou ao menino:
        -- Puxa a mula, meu filho. Eu vou montado e assim tapo a boca do mundo.
        Tapar a boca do mundo, que bobagem! O velho compreendeu isso logo adiante, ao passar por um bando de lavadeiras ocupadas em bater roupa num córrego.
        -- Que graça! – exclamaram elas. O marmanjão montado com todo o sossego e o pobre menino a pé... Há cada pai malvado por esse mundo de Cristo... Credo!...
        O velho danou e, sem dizer palavra, fez sinal ao filho para que subisse à garupa.
        -- Quero só ver o que dizem agora...
        Viu logo. O Izé Biriba, estafeta do correio, cruzou com eles e exclamou:
        -- Que idiotas! Querem vender o animal e montam os dois de uma vez... Assim, meu velho, o que chega à cidade não é mais a mulinha; é sombra da mulinha...
        -- Ele tem razão, meu filho, precisamos não judiar do animal. Eu apeio e você, que é levezinho, vai montado.
        Assim fizeram, e caminharam em paz um quilômetro, até o encontro de um sujeito que tirou o chapéu e saudou o pequeno respeitosamente.
        -- Bom dia, príncipe!
        -- Por que príncipe?—indagou o menino.
        -- É boa! Porque só príncipes andam assim de lacaio à rédea...
        -- Lacaio, eu? -- esbravejou o velho. Que desaforo! Desce, desce, meu filho e carreguemos o burro às costas. Talvez isto contente o mundo...
        Nem assim. Um grupo de rapazes, vendo a estranha cavalgada, acudiu em tumulto, com vaias:
        -- Hu! Hu! Olha a trempe de três burros, dois de dois pés e um de quatro! Resta saber qual dos três é mais burro...
        -- Sou eu! – replicou o velho arriando a carga. Sou eu, porque venho há uma hora fazendo não o que quero, mas o que quer o mundo. Daqui em diante, porém, farei o que me manda a consciência, pouco me importando que o mundo concorde ou não. Já vi que morre doido quem procura contentar toda gente...

                LOBATO, Monteiro. Obras completas. Fábulas. Vol. IV.
                Editora Brasiliense, São Paulo.s.d.,p.16.

Texto verbal.
Texto em prosa.
Texto literário.
Modo épico ou narrativo.
Gênero: Fábula.
Moral da história: “ Morre doido quem procura contentar toda gente!”
Foco narrativo : 3ª pessoa.

01 maio 2006

Poema

Pés descalços
pisam caminhos de areia

Pés descalços
pisam sujos caminhos de areia

Pés cansados negros e descalços
pisam tristes sujos caminhos de areia

Pés negros
pisam tristes caminhos da vida

              Ilídio Rocha
              ( Moçambique).
              In Poetas e contistas africanos. p. 66

Texto verbal.
Texto em versos.
Texto literário.
Modo lírico.
Gênero: poesia modernista.

Elegia Desesperada

             (O Desespero da Piedade)

                          Vinicius de Moraes


Meu Senhor, tende piedade dos que andam de bonde
E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos...
Mas tende piedade também dos que andam de automóvel
Quantos enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção.


Tende piedade das pequenas famílias suburbanas
E em particular dos adolescentes que se embebedam de domingos
Mas tende mais piedade ainda de dois elegantes que passam
E sem saber inventam a doutrina do pão e da guilhotina


Tende muita piedade do mocinho franzino, três cruzes, poeta
Que só tem de seu as costeletas e a namorada pequenina
Mas tende mais piedade ainda do impávido forte colosso do esporte
E que se encaminha lutando, remando, nadando para a morte.


Tende imensa piedade dos músicos de cafés e de casas de chá
Que são virtuoses da própria tristeza e solidão
Mas tende piedade também dos que buscam o silêncio
E súbito se abate sobre eles uma ária da Tosca.


Não esqueçais também em vossa piedade os pobres que enriqueceram
E para quem o suicídio ainda é a mais doce solução
Mas tende realmente piedade dos ricos que empobreceram
E tornam-se heróicos e à santa pobreza dão um ar de grandeza.


Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos
Quem em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão
E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão
Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe onde vão...


Tende piedade dos barbeiros em geral, e dos cabeleireiros
Que se efeminam por profissão mas são humildes nas suas carícias
Mas tende maior piedade ainda dos que cortam o cabelo:
Que espera, que angústia, que indigno, meu Deus!


Tende piedade dos sapateiros e caixeiros de sapataria
Quem lembram madalenas arrependidas pedindo piedade pelos sapatos
Mas lembrai-vos também dos que se calçam de novo
Nada pior que um sapato apertado, Senhor Deus.


Tende piedade dos homens úteis como os dentistas
Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer
Mas tente mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia
Que muito eles gostariam de ser médicos, Senhor.


Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos
Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão
Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes
Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.


E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tenha piedade das mulheres
Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres
Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres
Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!


Tende piedade da moça feia que serve na vida
De casa, comida e roupa lavada da moça bonita
Mas tende mais piedade ainda da moça bonita
Que o homem molesta — que o homem não presta, não presta, meu Deus!


Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais
Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação
E sonham exaltadas nos quartos humildes
Os olhos perdidos e o seio na mão.


Tende piedade da mulher no primeiro coito
Onde se cria a primeira alegria da Criação
E onde se consuma a tragédia dos anjos
E onde a morte encontra a vida em desintegração.


Tende piedade da mulher no instante do parto
Onde ela é como a água explodindo em convulsão
Onde ela é como a terra vomitando cólera
Onde ela é como a lua parindo desilusão.


Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas
Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade
Mas tende piedade também das mulheres casadas
Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.


Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas
Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas
Mas que vendem barato muito instante de esquecimento
E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.


Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas
De corpo hermético e coração patético
Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçadas
Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas.


Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto alegria e serenidade.


Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras
Que são crianças e são trágicas e são belas
Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam
E que têm a única emoção da vida nelas.


Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse
Ter piedade de si mesma e da sua louca mocidade
E outra, à simples emoção do amor piedoso
Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.


Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas
A vida fere mais fundo e mais fecundo
E o sexo está nelas, e o mundo está nelas
E a loucura reside nesse mundo.


Tende piedade, Senhor, das santas mulheres
Dos meninos velhos, dos homens humilhados — sede enfim
Piedoso com todos, que tudo merece piedade
E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!

A poesia acima foi extraída do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág.73.

Texto verbal.
Texto em versos.
Texto literário.
Modo lírico.
Gênero: Elegia.

Balada da Neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

          Augusto Gil

Texto verbal.
Texto em versos.
Texto literário.
Modo lírico.
Gênero : Balada.

Sabá

          Bildad teria preferido cavalgar sozinho. Pois assim ele alcançaria mais rapidamente seu alvo. Por outro lado, seria bom que Biltis chegasse a conhecer a casa da montanha e as plantações. Por isso ele disse:
          -- Seis de vós podem ir junto. Mais, não. A casa da montanha é muito pequena para abrigar-vos todos. Os que ficam podem considerar os seis como emissários, que relatarão, depois, exatamente tudo o que vivenciaram e viram.
          Depois dessas palavras, ele olhou as crianças, examinadoramente, escolhendo seis entre elas. Biltis, as duas meninas, Orpa e Thema, as quais se interessavam por botânica, e também Delanira podia ir junto, para despedir-se de seu tio, de quem ela gostava muito. Dos meninos, Bildad escolheu apenas dois: Kareah e Nabigha. Logo a seguir deu-lhes várias instruções, dizendo que as esperaria em frente de sua casa, ao nascer do sol do dia seguinte.
          -- Daqui chegaremos de maneira mais rápida até o oásis Chebula e à estrada da montanha que ali começa.
          Bildad convenceu-se de que todas o haviam entendido, continuando a falar.
          -- A denominação oásis, em verdade, não tem justificativa, pois é apenas um campo seco, onde crescem as árvores Chebula, raras em nosso país. Conheceis suas frutas utilizadas para curtir couro...
          Bildad foi interrompido em suas explanações por ruidosa choradeira. Surpreso, olhou para as meninas em prantos.
          -- Elas choram porque não lhes é permitido ir junto, disse Halide, ao ver o olhar perplexo e indagador dele.
          -- E tu, Halide? Tu também não podes ir junto. Vejo com satisfação que não estás chorando.
          Halide, algo sem jeito face a tal elogio, baixou o olhar. Mas logo recuperou-se e disse:
          -- Não chorei, pois no momento em que as lágrimas queriam gotejar dos meus olhos, eu lembrei-me do mandamento que tu nos deste há pouco tempo... Ninguém deve cobiçar algo que pertence a outrem! Disseste que isto seria indigno da condição humana, e que seria uma prova de ignorância querer algo que não lhe é destinado... Eu não quero ser ignorante e indigna, por isso não chorei.

                    SASS, Roselis von. Sabá, o País das Mil Fragrâncias.

Texto verbal.
Texto em prosa.
Texto literário.
Modo épico ou narrativo.
Gênero: romance (fragmento).
Foco narrativo: 3ª pessoa ( ponto de vista: externo)
Personagens: O sábio Bildad e as crianças, entre elas Halide e Biltis, futura rainha de Sabá.
Espaço: No fragmento do romance: Sala que servia como sala de aula do sábio Bildad.
          Sabá , país ao sul da Arábia.
Tempo: No fragmento do romance: Alguns minutos.
          Época histórica: Na época do Rei Salomão.