Sabá
Bildad teria preferido cavalgar sozinho. Pois assim ele alcançaria mais rapidamente seu alvo. Por outro lado, seria bom que Biltis chegasse a conhecer a casa da montanha e as plantações. Por isso ele disse:
-- Seis de vós podem ir junto. Mais, não. A casa da montanha é muito pequena para abrigar-vos todos. Os que ficam podem considerar os seis como emissários, que relatarão, depois, exatamente tudo o que vivenciaram e viram.
Depois dessas palavras, ele olhou as crianças, examinadoramente, escolhendo seis entre elas. Biltis, as duas meninas, Orpa e Thema, as quais se interessavam por botânica, e também Delanira podia ir junto, para despedir-se de seu tio, de quem ela gostava muito. Dos meninos, Bildad escolheu apenas dois: Kareah e Nabigha. Logo a seguir deu-lhes várias instruções, dizendo que as esperaria em frente de sua casa, ao nascer do sol do dia seguinte.
-- Daqui chegaremos de maneira mais rápida até o oásis Chebula e à estrada da montanha que ali começa.
Bildad convenceu-se de que todas o haviam entendido, continuando a falar.
-- A denominação oásis, em verdade, não tem justificativa, pois é apenas um campo seco, onde crescem as árvores Chebula, raras em nosso país. Conheceis suas frutas utilizadas para curtir couro...
Bildad foi interrompido em suas explanações por ruidosa choradeira. Surpreso, olhou para as meninas em prantos.
-- Elas choram porque não lhes é permitido ir junto, disse Halide, ao ver o olhar perplexo e indagador dele.
-- E tu, Halide? Tu também não podes ir junto. Vejo com satisfação que não estás chorando.
Halide, algo sem jeito face a tal elogio, baixou o olhar. Mas logo recuperou-se e disse:
-- Não chorei, pois no momento em que as lágrimas queriam gotejar dos meus olhos, eu lembrei-me do mandamento que tu nos deste há pouco tempo... Ninguém deve cobiçar algo que pertence a outrem! Disseste que isto seria indigno da condição humana, e que seria uma prova de ignorância querer algo que não lhe é destinado... Eu não quero ser ignorante e indigna, por isso não chorei.
SASS, Roselis von. Sabá, o País das Mil Fragrâncias.
Texto verbal.
Texto em prosa.
Texto literário.
Modo épico ou narrativo.
Gênero: romance (fragmento).
Foco narrativo: 3ª pessoa ( ponto de vista: externo)
Personagens: O sábio Bildad e as crianças, entre elas Halide e Biltis, futura rainha de Sabá.
Espaço: No fragmento do romance: Sala que servia como sala de aula do sábio Bildad.
Sabá , país ao sul da Arábia.
Tempo: No fragmento do romance: Alguns minutos.
Época histórica: Na época do Rei Salomão.
-- Seis de vós podem ir junto. Mais, não. A casa da montanha é muito pequena para abrigar-vos todos. Os que ficam podem considerar os seis como emissários, que relatarão, depois, exatamente tudo o que vivenciaram e viram.
Depois dessas palavras, ele olhou as crianças, examinadoramente, escolhendo seis entre elas. Biltis, as duas meninas, Orpa e Thema, as quais se interessavam por botânica, e também Delanira podia ir junto, para despedir-se de seu tio, de quem ela gostava muito. Dos meninos, Bildad escolheu apenas dois: Kareah e Nabigha. Logo a seguir deu-lhes várias instruções, dizendo que as esperaria em frente de sua casa, ao nascer do sol do dia seguinte.
-- Daqui chegaremos de maneira mais rápida até o oásis Chebula e à estrada da montanha que ali começa.
Bildad convenceu-se de que todas o haviam entendido, continuando a falar.
-- A denominação oásis, em verdade, não tem justificativa, pois é apenas um campo seco, onde crescem as árvores Chebula, raras em nosso país. Conheceis suas frutas utilizadas para curtir couro...
Bildad foi interrompido em suas explanações por ruidosa choradeira. Surpreso, olhou para as meninas em prantos.
-- Elas choram porque não lhes é permitido ir junto, disse Halide, ao ver o olhar perplexo e indagador dele.
-- E tu, Halide? Tu também não podes ir junto. Vejo com satisfação que não estás chorando.
Halide, algo sem jeito face a tal elogio, baixou o olhar. Mas logo recuperou-se e disse:
-- Não chorei, pois no momento em que as lágrimas queriam gotejar dos meus olhos, eu lembrei-me do mandamento que tu nos deste há pouco tempo... Ninguém deve cobiçar algo que pertence a outrem! Disseste que isto seria indigno da condição humana, e que seria uma prova de ignorância querer algo que não lhe é destinado... Eu não quero ser ignorante e indigna, por isso não chorei.
SASS, Roselis von. Sabá, o País das Mil Fragrâncias.
Texto verbal.
Texto em prosa.
Texto literário.
Modo épico ou narrativo.
Gênero: romance (fragmento).
Foco narrativo: 3ª pessoa ( ponto de vista: externo)
Personagens: O sábio Bildad e as crianças, entre elas Halide e Biltis, futura rainha de Sabá.
Espaço: No fragmento do romance: Sala que servia como sala de aula do sábio Bildad.
Sabá , país ao sul da Arábia.
Tempo: No fragmento do romance: Alguns minutos.
Época histórica: Na época do Rei Salomão.

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